Rian Johnson, diretor de Star Wars: O Último Jedi, foi um dos convidados da ação de teste do novo aparelho da Apple, o iPhone 11 Pro. O smartphone apresenta como destaque um sistema de câmera tripla que promete um campo de visão até quatro vezes mais amplo. No experimento, Johnson produziu o curta Paris 9/19 e disponibilizou o resultado em seu canal no Vimeo.

O sistema de câmeras do iPhone 11 Pro é composto por uma câmera ultra-angular, uma grande-angular e outra teleobjetiva. Combinadas, produzem imagens com alcance dinâmico estendido e estabilização cinemática de vídeo, com resolução 4K a 60 fps. O curta assinado por Johnson apresenta imagens captadas com o aparelho em um passeio pelas ruas de Toronto sem auxílio de equipamentos extras, correção de cores ou filtros.

O cineasta escreveu em seu Twitter que a evolução das câmeras de celulares caminha a “passos de bebê”, mas foi surpreendido pela nova tecnologia. “Essa lente grande-angular é uma verdadeira virada de jogo”, disse. Essa não é a primeira vez que a Apple oferece seus novos aparelhos para que cineastas façam testes. Em 2017, a marca convidou o francês Michel Gondry para experimentar o iPhone 7. Ele apresentou o curta Détour, que acompanha as aventuras de um triciclo vermelho que se perde de sua dona.

Experimentações para a tela grande

Apesar de ainda não ser possível equiparar o desempenho do smartphone com câmeras profissionais de cinema, o investimento em recursos audiovisuais vem despertando o interesse de realizadores em explorar novos formatos. Em 2018, Steven Soderbergh exibiu no Festival de Berlim o suspense psicológico Unsane, lançado no Brasil com o título Distúrbio, gravado em 4K com o iPhone 7 Plus.

O cineasta Sean Baker deu à categoria de filmes realizados com celular um novo reconhecimento com Tangerine. O filme, gravado com três iPhones 5s equipados com uma lente potencializadora, estreou em 2015 no prestigiado festival de Sundance e foi indicado a mais de 40 prêmios. O Oscar anunciou que um dos aparelhos utilizados pelo cineasta irá integrar o acervo do Museu da Academia, complexo que tem previsão de ser inaugurado ainda este ano em Los Angeles.

O primeiro filme de ficção feito para o cinema utilizando recursos de um smartphone foi Why Didn’t Anybody Tell Me It Would Become This Bad in Afghanistan (Por Que Ninguém Me Disse Que Isso Se Tornaria Tão Ruim no Afeganistão, em livre tradução). Dirigido pelo holandês Cyrus Frisch, conhecido como um cineasta de vanguarda por sua ousadia criativa. O média metragem estreou em 2007 em grandes festivais internacionais de cinema, entre eles os de Roterdã, Tribeca e de São Francisco. No filme, um veterano de guerra traumatizado apresenta o mundo a partir de sua subjetividade.

Originalmente publicado neste site

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Ronaldo Faria Lima
Desenvolvedor de software há 23+ anos. Escreveu software para indústrias diversas, como telecomunicações e hospitality, em sistemas que variam de aplicações de missão crítica a sistemas embarcados em plataforma móvel celular.
Categorias: Startups

Ronaldo Faria Lima

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